
Restrições -
Uma variante da imobilização, onde se priva o(a) submisso(a)
de alguns dos sentidos: a visão, a audição, a fala,
etc. Na comunidade BDSM é comum o uso de vendas, mordaças
ou gag-balls, tampões de ouvido, etc. visando gerar no(a) submisso(a)
uma expectativa, uma tensão do que está por acontecer. Em
formas mais pesadas de práticas BDSM se tem conhecimento do uso
de sondas uretrais para controle das necessidades fisiológicas
do submisso(a) e uso de cinto de castidade por tempo determinado, tanto
em homens quanto em mulheres, impedindo o ato sexual tanto anal quanto
vaginal. Outra atividade bastante popular é a "proibição"
do gozo por parte do submisso(a), onde este deve aguardar a permissão
de seu mestre ou dominador(a) para tal. Nota-se aqui o componente erótico
que sempre está presente. O que se busca é prazer mútuo
dentro do São, do Seguro e do Consensual.
Rimming -
É o sexo oral no ânus. Ato de lamber ou beijar o ânus.
Sexo
Anal -
Embora largamente praticado fora do contexto BDSM, é utilizado
como forma simbólica de posse e dominação ou de entrega
e submissão. Alguns cuidados básicos devem ser tomados para
o sexo anal: As doenças sexualmente transmissíveis, em especial
a AIDS; a penetração vaginal logo após a penetração
anal é outro descuido freqüente e serve de porta de entrada
na vagina para bactérias que estão no ânus e reto,
propiciando uma série de problemas para a mulher. A "perda das
pregas" é um folclore. Ninguém perde pregas por praticar
sexo anal. Exploram-se também as várias possibilidades do
uso do ânus dentro do BDSM. Enemas, Fisting, butt-plugs para relaxamento
dos esfíncteres, etc. Mas, basicamente, todos têm a mesma
função: servir como veículo de prazer e simbolizar
a entrega para outro(a) de algo que não é comum e, portanto,
especial.
Shibari -
(Do Japonês: "Shibari" - amarrar)
Termo genérico utilizado atualmente para designar o bondage japonês.
Técnica de bondage extremamente estética, derivada do "Hojojutsu"
(ver:- hojojutsu) e originária no Japão feudal, com profundas
raízes na cultura Japonesa. Cada clã medieval japonês
possuía sua própria técnica que era zelosamente guardada.
Inicialmente era utilizada como forma de imobilização, castigo
e punição aos prisioneiros.
O Shibari ou
hojojutsu era aplicado pela polícia local e pelos samurais com
dois objetivos principais: imobilizar a vítima e coloca-la em uma
postura de submissão e humilhação.
O Shibari teve
uma revalorização erótica á partir de 1960.
No japão é formalmente conhecida como "Kinbaku-bi"
e existem teatros especializados onde se pode, mediante pagamento de ingresso,
assistir a um espetáculo de shibari. Os mestres de Shibari japonês
são muito respeitados.
A mulher japonesa que é submetida ao shibari recebe o nome de "Dorei"
- (Ver:- Dorei)
Spanking -
Nome utilizado dentro da comunidade BDSM para o ato de bater, notadamente
na região das nádegas. Não se pode confundir o spanking
dentro do BDSM e do S.S.C. com o ato da violência física.
São situações diametralmente opostas. Nenhum dominador(a)
ou submisso(a) corrobora ou aceita a idéia de que para entregar-se
deve apanhar ou tomar uma surra. O spanking visa o prazer mútuo
e é uma forma de se potencializar o desejo. Necessário fazer
uma ressalva aqui, que em algumas culturas orientais, o ato de bater para
estimular sensualmente é amplamente aceito e difundido, basta consultar
o Kama Sutra No Brasil spanking engloba o ato de bater com as mãos,
chicote, vara, chinelo ou palmatória. Nos Estados unidos e Europa,
há uma distinção entre o Spanking, Whipping
e "Canning". "Whipping" é qualquer atividade que envolva
chicotes e Canning, que envolva varas. (bambu, rattan, etc.). No BDSM
pratica-se o spanking de várias formas. Com a mão, aplicando-se
palmadas, onde não é a força que importa, mas sim
o ritmo e a constância; e com chicotes dos mais variados tipos,
chibatas, chinelos, etc. Mas não com varas. Canning não
é spanking. A prática de se bater com uma vara é
extremamente perigosa e pode provocar sérias lesões internas.
Raramente utilizada dentro do BDSM como forma de castigo severo. É
consenso que o rosto e pescoço são áreas proibidas
para spanking em virtude da quantidade de tecidos e órgãos
que podem ser facilmente lesados. (ex: olhos, nariz, boca, cabeça).
A maior parte das pessoas "SM" que gostam de punições corporais
incluem o spanking em suas atividades. Uma cena de spanking começa
com um "jogo" real ou imaginário de punição por alguma
falta ou ato cometido pelo submisso(a) No contexto BDSM spanking é
associado para aumentar a sensação de vulnerabilidade física
do parceiro. Muitos fatores, entretanto, são comuns na figura do
dominador(a): autoridade, coerção erótica, humilhação
e representação da figura paterna, que podem despertar mecanismos
de prazer no submisso(a). Havelock Ellis e, posteriormente, Wilhelm Stekel
abordaram aspectos psicológicos das atividades de spanking que
indicamos para quem quiser se aprofundar neste tema sob outra óptica.
Spread Bar -
Barras longas, usualmente de metal madeira com argolas e/ou furos em cada
ponta, usadas em situações de imobilização
para manter os braços ou pernas do submisso(a) afastadas.
Subspace
-
Um estado físico
e mental ocasionado pela liberação de endorfinas. As endorfinas
podem ser liberadas devido ao "stress" ou á uma prática
intensa e m uma sessão BDSM. Não é um acontecimento
comum.
Sucção -
Sucção
da pele ou de órgãos genitais, realizado com o auxílio
de bomba de vácuo manual ou eletro-mecânica. Pequenos copos
de vidro ou plástico, conectados por tubos plásticos e aplicados
aos seios, genitais femininos ou masculinos.
Pela diferença de pressão, provoca-se o "inchaço"
da região onde é aplicado. Se utilizado com muita pressão,
deixa marcas circulares roxas.
A medicina chinesa utiliza uma técnica similar.
Switcher -
Do inglês
"switch" (trocar) - Pessoa que tem prazer em atuar como dominador(a)
e submisso(a).
Suspensão -
Técnica de imobilização onde o peso do(a) submisso(a)
é totalmente ou parcialmente suspenso por algemas e tornozeleiras
especiais. Não se faz suspensão só com cordas ou
algemas ou tornozeleiras comuns. Esta prática requer cuidados especiais
com o equipamento, fixação, tempo de permanência em
suspensão e posição.
Sete por Vinte e Quatro (7/24) -
(De: 7 dias por semana, 24 horas por dia.) Filosofia dentro do BDSM onde,
analisando de um modo simplista, as pessoas envolvidas se propõem
a viver um relacionamento de Dominação/Submissão
24 horas por dia. Este tópico também é muito abrangente
e merecerá estudo à parte.
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